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Como escolher o melhor provedor de Cloud

A ausência de uma estrutura comum para avaliar os provedores de serviços de nuvem ou Cloud Service Providers (CSPs), combinada com o fato de que não há dois CSPs iguais, dificulta o processo de seleção de um que seja adequado para sua organização. Para ajudar você nessa escolha, este post traz alguns fatores básicos que você pode usar para identificar um fornecedor que melhor corresponda às suas necessidades comerciais, técnicas e operacionais.

Este post foca, especificamente, em provedores de infraestrutura de nuvem pública – estamos desconsiderando provedores de nuvem privada, principalmente por causa das características deles.

Então, como você escolhe um provedor de nuvem pública? Primeiro, é importante saber quem são os principais players no atual momento.
Os Players
A Nuvem Pública possui diversos players, incluindo os três principais – Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud Platform (GCP) e, claro, AWS, GCP e Azure dominam o mercado. (É tentador especular sobre o papel que o atrito e a consolidação podem ter neste espaço nos próximos anos, mas também está fora do escopo da nossa discussão aqui.)

A AWS está no jogo há mais tempo e conquistou a maior fatia de mercado, com faturamento de mais de US$25bi. A Microsoft vem logo na sequêcia, com faturamento na casa dos US$11bi – considerando apenas o Azure, sem incluir a grande fatia de faturamento oriundos de serviços como Office 365, Dynamics 365, entre outros –  e o Google acumula um pequeno percentual de participação de mercado, com faturamento aproximado de US$4bi. Outros provedores que você pode querer considerar incluem a Oracle e a IBM Cloud. Eles são relativamente mais novos e mais limitados no momento no número de serviços disponíveis, mas podem ter serviços que atendam às suas necessidades.

Como as estatísticas acima indicam, a AWS dominou por muito tempo o espaço dos provedores de nuvem. Mas hoje, mais e mais empresas estão pulverizando suas operações e usando provedores adicionais. Geralmente, isso não é uma questão de substituir um ao outro, mas sim de requisitos de negócios diferentes (como gerenciamento de riscos e custos) adequados a diferentes fornecedores de nuvem.

Outras razões para usar mais de um provedor podem incluir o fato de que os fornecedores trabalham para precificar suas ofertas de maneira competitiva e adicionar continuamente novos recursos. Além disso, muitas organizações que usam Windows e outros workloads Microsoft recebem créditos gratuitos do Azure e incentivos do ponto de vista de licenciamento. Pode fazer sentido aproveitar esses tipos de incentivos (embora aconselhamos que o custo não seja sua primeira ou única prioridade). Abaixo, abordamos alguns dos principais critérios para avaliar quando você está decidindo em qual direção seguir.
Principais Critérios de Avaliação
Ao determinar quais provedores de nuvem você usará, você deve avaliar as opções oferecidas por diferentes provedores e analisar como elas suportariam suas características e objetivos de negócio. Os principais elementos a considerar, para quase todas as empresas, são os seguintes:
1. Segurança
Você precisa entender com precisão quais são suas metas de segurança, as medidas de segurança oferecidas por cada provedor e os mecanismos usados ​​para preservar seus aplicativos e dados. Além disso, certifique-se de entender completamente as áreas específicas pelas quais cada parte é responsável. – Veja a documentação Modelo de responsabilidade compartilhada na AWS, bem como a abordagem da Azure e do Google nesse sentido.

Além disso, considere quais recursos de segurança são oferecidos gratuitamente por cada fornecedor que você está avaliando, quais serviços adicionais pagos estão disponíveis pelos próprios provedores e onde você pode precisar complementar com tecnologia de parceiros. Por exemplo, a AWS, Azure e o Google Cloud tornam esse processo relativamente simples, listando seus recursos de segurança nativos e gratuitos, produtos pagos e integrações de parceiros na seção de segurança de seus respectivos sites ou marketplace.

A segurança é uma das principais preocupações na nuvem (e em qualquer outro lugar no momento), por isso, é essencial fazer perguntas detalhadas e explícitas relacionadas aos seus casos de uso, segmento, requisitos e outras preocupações que você possa ter. Não se esqueça de avaliar esse aspecto essencial antes de iniciar suas operarações na nuvem.
2. Compliance
Em seguida, certifique-se de escolher uma plataforma de arquitetura em nuvem que possa ajudá-lo a atender aos padrões de conformidade que se aplicam ao seu setor e organização. Independentemente de você estar comprometido com as estruturas LGPD, SOC 2, PCI DSS, HIPAA ou qualquer outra certificação, certifique-se de compreender o que será necessário para alcançar a conformidade, assim que seus aplicativos e dados estiverem em uma infraestrutura de nuvem pública. Certifique-se de entender onde estão suas responsabilidades e quais aspectos de conformidade o provedor irá ajudá-lo a obter.
3. Arquitetura
Ao escolher um provedor de nuvem, pense em como a arquitetura será incorporada em seus fluxos de trabalho agora e no futuro. Por exemplo, se a sua organização já investiu muito em plataforma Microsoft, talvez faça sentido você seguir com o Azure, já que a Microsoft concede licenças aos clientes (e geralmente alguns créditos gratuitos, dependendo do seu modelo de contrato). Se sua organização depende mais dos serviços da Amazon ou do Google, talvez seja melhor procurar esses fornecedores para facilitar a integração e a consolidação.

Além disso, você pode considerar arquiteturas de armazenamento em nuvem ao tomar sua decisão. Quando se trata de armazenamento, os três principais fornecedores têm arquiteturas semelhantes e oferecem vários tipos de armazenamento para atender a diferentes necessidades, mas todos eles têm diferentes tipos de armazenamento de arquivos, por exemplo. Se isso for importante para você, você vai querer entender as diferenças sutis entre eles. Cada um dos serviços oferece opções para armazenar e recuperar dados com a frequência e velocidade que você precisa (armazenamento rápido/quente vs. armazenamento lento/frio). Normalmente, o armazenamento frio custa muito menos, mas vem com algumas restrições.
4. Gerenciamento
Você também precisará passar algum tempo determinando o que várias plataformas de nuvem exigirão de você do ponto de vista de gerenciamento. Cada um dos serviços suporta diferentes ferramentas de orquestração e integra-se a vários outros serviços. Se você tem serviços que são particularmente vitais para sua organização, certifique-se de que o provedor de nuvem escolhido ofereça uma maneira fácil de se integrar a eles (ou que sua organização esteja confortável em migrar para um serviço semelhante que seja suportado). Você também precisa determinar quanto tempo e esforço sua equipe investirá para entender como gerenciar vários aspectos da sua infraestrutura de nuvem antes de tomar uma decisão final.
5. Níveis de serviço
Esse ponto é essencial quando as empresas têm necessidades estritas em termos de disponibilidade, tempo de resposta, capacidade e suporte (o que, sinceramente, quase todas as empresas tem hoje em dia). Os contratos de nível de serviço em nuvem ( SLAs) são elementos importantes a serem considerado ao escolher um provedor. É essencial estabelecer um relacionamento contratual claro – leia-se: legalmente aplicável – entre um cliente de serviços de nuvem e um provedor de serviços de nuvem. Particular atenção também deve ser dada aos requisitos legais para a segurança dos dados hospedados no serviço em nuvem, principalmente considerando os regulamentos da LGPD. Você precisa confiar em seu provedor de nuvem para fazer a coisa certa e precisa de um contrato legal que o ajude se algo der errado.
6. Suporte
O suporte é outro parâmetro que requer consideração cuidadosa. Se você precisar de ajuda, será capaz de obtê-la de forma rápida e simples? Em alguns casos, o único suporte que você receberá é por meio de um serviço de bate-papo ou de um call center. Isso pode ou não ser aceitável para você? Essa pergunta só a sua organização poderá responder. Em outros casos, você pode ter acesso a um recurso dedicado, mas há uma boa chance de haver restrições de horário e acesso. Faça perguntas antecipadamente sobre a que nível e forma de suporte você terá acesso antes de escolher um provedor de nuvem. Nesse caso, ter um provedor de serviços gerenciados (Managed Service Provider) como a Kumulus, pode fazer a diferença. Além de você receber suporte especializado pelo provedor de serviços, tais empresas podem (nem todas) ter contratos dedicados com cada empresa. A Kumulus, por exemplo, tem contratos diretos com a Microsoft e AWS, os quais garantem SLAs mais agressivos e atendimento 24×7.
7. Custos
Embora nunca seja o fator único ou mais importante, não há como negar que o custo terá um grande papel na decisão de qual provedor de serviços de nuvem você escolherá. É útil analisar o preço de etiqueta e os custos associados (incluindo o pessoal que você pode precisar contratar para gerenciar suas instâncias e serviços).

Entenda a estrutura de preços dos três principais players:

AWS: A Amazon determina o preço, arredondando o número de horas/minutos usados. O uso mínimo é de 60 segundos para instâncias EC2 – VMs. As instâncias podem ser compradas de uma das duas maneiras:

On-Demand: Ou seja, pague à medida que você usa
Reservado: Instâncias são reservas para um ou três anos, com um custo inicial baseado na utilização.

Alguns outros serviços são cobrados por tipo e quantidade de informações armazenadas, como no caso do S3 ou número de execuções por mês, como no caso de serviços como o Lambda.

Azure: o Azure fatura os clientes por segundos, horas, gigabyte ou milhares de execuções, dependendo do produto escolhido. Também é possível ter acesso à opção de reservar instâncias, como na AWS. Além da opção de pagamento via cartão de crédito, a Microsoft possui um formato de cobrança diferenciado no Brasil através do modelo CSP, utilizando seus parceiros e distribuidores oficiais no Brasil, como a Westcon, por exemplo.

Google Cloud Platform: o GCP é cobrado por segundo, no caso das VMs. O Google também oferece “preços de uso sustentado” e “descontos de uso comprometidos” para serviços de computação que oferecem um modelo mais simples e mais elástico comparado às instâncias reservadas da AWS. Você pode ler mais sobre como eles funcionam aqui.

Como você pode ver, não há uma comparação simples entre esses players, principalmente quando o assunto é preço. Para fazer uma sábia escolha, você precisará analisar seus padrões de uso (ou os padrões de uso previstos) e determinar qual dos três melhor se ajusta ao seu modelo de negócios, orçamento, linha do tempo e assim por diante. Se você acha muito complicado fazer esse levantamento de estimativas de custo, empresas como a Kumulus podem apoiar sua empresa em analisar os custos de forma mais assertiva e apoiá-lo nessa decisão.
Considerações finais
Embora os aspectos discutidos neste post não forneçam todas as informações que você precisa para tomar a melhor decisão, eles ajudarão você a criar uma estrutura analítica sólida a ser usada ao determinar em qual(is) provedor(es) de serviços de nuvem sua organização confiará seus dados e aplicações. Você pode chegar em uma conclusão mais assertiva fazendo uma análise completa dos requisitos da sua empresa, para então descobrir outros fatores que ajudarão você a tomar a melhor decisão possível. Isso será fundamental para determinar qual provedor pode fornecer os recursos que melhor suportarão seus objetivos de negócios, operacionais, de segurança e compliance.

Se você ainda não está utilizando o poder da nuvem, ou caso você já esteja operando na nuvem e planeja fazer a transição de suas cargas de trabalho para containers ou uma arquitetura serverless (sem servidores), não deixe de entrar em contato com a Kumulus. Nosso time de especialistas pode ajudar sua organização a tomar uma decisão personalizada, baseado na real necessidade da sua empresa.

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Elasticidade e Escalabilidade, conhecendo algumas belezas da nuvem

Estas são duas das principais características de serviços na nuvem e elas abordam dois momentos diferentes no ciclo de vida de uma empresa. Elasticidade na nuvem se aplica às necessidades táticas de curto prazo, enquanto a Escalabilidade suporta as necessidades de longo prazo da empresa, ou estratégicas.
Elasticidade
A Elasticidade proporcionada pela computação em nuvem permite às empresas reduzir dinamicamente as capacidades computacionais dos serviços contratados baseado na demanda atual da organização.
De acordo com uma obra de referência, a elasticidade é definida como “o grau em que um sistema é capaz de se adaptar à carga de trabalho, provisionando recursos de forma autônoma, de tal modo que em cada ponto no tempo os recursos disponíveis correspondem à demanda atual de cada cliente. ”.

Vamos ilustrar a elasticidade através do simples exemplo de uma loja virtual ou e-commerce. Em momentos do dia em que o site possui muitos acessos, as capacidades computacionais do serviço de nuvem utilizado pelo site podem ser aumentadas, garantindo bom desempenho e experiência para os consumidores/usuários da loja. Da mesma forma, em momentos em que o site tem menos acesso, durante a madrugada por exemplo, tais recursos computacionais podem ser reduzidos, garantindo não apenas o desempenho necessário para suportar a demanda atual, durante esse horário onde a procura por produtos é menor, mas também reduzindo o custo com recursos computacionais utilizados pelo site.

Pense em Elasticidade como, essencialmente, um grande conjunto de recursos que podem, ou não, ser utilizados a qualquer momento. Se você está criando o novo Facebook ou Instagram, você espera que milhões de pessoas no mundo inteiro utilizem a sua aplicação eventualmente. Porém se o seu crescimento foi exponencial, como o dessas empresas, algo como que do dia para a noite, você talvez precise alocar recursos rapidamente para suportar essa demanda inesperada, a elasticidade garante que você consiga aumentar as capacidades computacionais dos serviços que suportam a sua aplicação de forma rápida, de modo a garantir bom desempenho aos seus usuários.
Escalabilidade
Escalabilidade, por outro lado, permite que as empresas atendam as demandas esperadas para os próximos meses e/ou anos, sem a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura, ou despesas de capital – CAPEX, conforme discutido no nosso último post  – Trocando CAPEX por OPEX com a nuvem. Uma empresa saudável tem seus altos e baixos ao longo de períodos curtos de tempo, mas a tendência natural é o crescimento a longo prazo.

A escalabilidade é um nível previsível de recursos que deverão ser alocados para suportar as demandas da sua organização, a qual você planeja que os sistemas da sua empresa irão exigir ao longo do tempo. É claro que Escalabilidade está muito ligado a Elasticidade, afinal você tem a capacidade de escalar de forma rápida e fácil quando você precisar de mais ou menos recursos, mas o segredo em ser escalável é o de antecipar as demandas da sua organização para um determinado período de tempo.

Por exemplo, vamos supor que a sua empresa possui atualmente mil usuários que irão utilizar um conjunto de aplicativos que você deseja colocar na nuvem. Você sabe que você precisa ter um determinado nível de capacidade computacional se todos os mil usuários estiverem conectados ao mesmo tempo. Você pode até fazer uso da elasticidade, como a de adicionar mais recursos de forma rápida para suportar novos duzentos ou trezentos usuários, mas a escalabilidade está mais relacionada com crescimentos planejados.

Duzentos novos usuários representariam, ao menos, 20% a mais de recursos alocados do que os previstos inicialmente. Esse crescimento não necessariamente foi planejado, especialmente quando uma empresa literalmente “estoura” no mercado, mas com um planejamento correto, para a maioria das organizações, é possível ter uma ideia de que um negócio irá crescer 20% nos próximos X meses ou anos e planejar o crescimento computacional escalável.

Quanto menor for o seu negócio, mais essa idéia se se aplica. As previsões o ajudam a realizar o seu planejamento de capacidade em uma base anual, semestral ou trimestral. Se o negócio está crescendo rapidamente você pode avaliar a sua capacidade até mesmo mensalmente, uma vez que a nuvem te garante essa flexibilidade.

Resumindo, a Escalabilidade é muito mais específica e gradual do que a Elasticidade. Ela está relacionada com um crescimento controlado por você e seu provedor de serviços de nuvem, por isso é importante ter em mente o crescimento natural da sua empresa e como a computação em nuvem pode ajudá-lo a chegar lá.

Esses dois conceitos básicos são extremamente relevantes para que você entenda um pouco melhor como a nuvem pode apoiar sua organização a entregar um melhor desempenho e experiência aos seus clientes, internos ou externos, garantindo também a otimização operacional e financeira.

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Trocando CAPEX por OPEX com a nuvem

Afinal, o que é CAPEX e OPEX
CAPEX é um acrônimo do inglês que significa Capital Expenditure, ou, traduzido, despesas de capital. Em outras palavras, CAPEX se refere ao investimento para compra de bens de capital de uma determinada organização. Pensando na área de tecnologia, um exemplo de despesa de capital seria a aquisição de servidores físicos para suportar a operação e o futuro crescimento de uma empresa.

OPEX, também do inglês, significa Operational Expenditure, ou despesas operacionais. O OPEX está relacionado ao custo associado à operação de cada empresa, o que inclui manutenção dos equipamentos utilizados, gastos de consumo e outras despesas operacionais. Realizar um contrato de manutenção dos servidores ou contratar profissionais para administrar o ambiente tecnológico da empresa são exemplos de despesa operacionais que uma organização poderia ter.

Agora que definimos estes dois termos, é fácil perceber que um dos maiores desafios das organizações atuais é lidar com o CAPEX, uma vez que envolve, na maioria das vezes, grandes investimentos, principalmente quando relacionados à área de TI. Além disso, uma vez que se trata de aquisição de bens de capital, tal investimento geralmente não traz muita flexibilidade para a organização. Pense, por exemplo, na aquisição de um novo servidor para a sua empresa. É claro que a redução no custo na fabricação de hardware, comparando com apenas há alguns anos atrás, reduziu também o custo final de um novo servidor, porém qualquer empresa que faça a aquisição de um servidor sabe que terá que desembolsar alguns milhares ou quem sabe dezenas de milhares de reais – até mesmo milhões, em alguns casos – para adquirir a infraestrutura necessária para suportar as necessidades computacionais do seu negócio. Tais investimentos, sem dúvida, afetam de forma significativa o orçamento de qualquer organização. Sabendo que cada servidor possui um tempo de vida útil, principalmente considerando as evoluções naturais da tecnologia, bem como o aumento da carga de trabalho, devido ao crescimento natural das organizações, em pouco tempo um upgrade na infraestrutura pode ser necessário, gerando mais despesas de capital. Este é um ciclo natural e que, para muitas organizações, faz parte da sua estratégia.
Benefícios da troca de CAPEX por OPEX?
Muitas vezes, e por motivos diversos, empresas de diferentes tamanhos e segmentos entendem a necessidade de trocar CAPEX por OPEX. Um dos maiores objetivos é o de diluir o orçamento direcionado para a aquisição de infraestrutura, transformando estes gastos em despesas operacionais. É aqui que a computação em nuvem, ou Cloud Computing, se mostra extremamente vantajosa, frente a qualquer outra estratégia.

Suponhamos que sua empresa precise de um novo servidor para suportar as demandas computacionais pelos próximos 30 meses. O valor para aquisição dos equipamentos necessários para esse upgrade é de R$50.000,00 (cinquenta mil reais). Esse custo seria uma despesa de capital e envolveria um grande planejamento inicial para, efetivamente, efetuar tal aquisição. Num simples cálculo financeiro, dividindo o custo para a aquisição dos equipamentos durante o período de 30 meses, é possível dizer que sua empresa estaria investindo, um pouco menos de R$1.700,00 (mil e setecentos reais) por mês apenas para a aquisição da infraestrutura, isso sem contar as despesas operacionais de manutenção e gerenciamento dos servidores. Lembramos também que o valor total, geralmente, são pagos up-front, ou seja, no momento da compra do servidor, ou em um período inferior ao tempo efetivo de uso.

Agora, imagine que por R$1.200,00 (mil e duzentos reais) ao mês, a sua empresa poderia ter disponível nesse momento as mesmas capacidades computacionais necessárias para suportar sua demanda pelos próximos 30 meses, sem a necessidade de gastos adicionais como, aluguel de espaço para a alocação desse servidor, manutenção e gerenciamento dos equipamentos, entre outros.

Pense agora, na questão da flexibilidade. Em uma infraestrutura adquirida através de investimento de capital sua empresa pode até não utilizar 100% das capacidades computacionais do servidor adquirido, mas o investimento já foi realizado e você está pagando por ele desde o início, quer você o esteja utilizando totalmente, quer não. Com a nuvem você possui a flexibilidade de alocar apenas os recursos necessários para cada ciclo da sua empresa. Vamos imaginar que durante os próximos 5 meses não haverá a necessidade de alocar mais recursos computacionais para os servidores da sua empresa, uma vez que o crescimento planejado é menor, nesse caso o seu custo também será menor, uma vez que a alocação dos recursos computacionais é feita de forma elástica, podendo ser alocados ou desalocados a qualquer momento.

Além disso, depois desse ciclo de 30 meses, muito possivelmente sua empresa teria que novamente realizar investimentos para o upgrade dos servidores atuais, uma vez que a infraestrutura foi planejada baseado apenas na demanda desse período específico. Com a computação em nuvem, após esse período de 30 meses, sua empresa não precisaria desembolsar grandes valores para realizar um novo investimento em infraestrutura. Você apenas aumentaria as despesas operacionais, associadas com a alocação de mais recursos, como memória, CPU e armazenamento para os servidores atuais, a fim de suportar o aumento da demanda a partir deste período. Em termos práticos a sua mensalidade junto ao provedor de Cloud Computing aumentaria pouco, comparado ao custo de adquirir novos equipamentos para a sua própria infraestrutura.

Sem dúvida, a nuvem traz muitos benefícios do ponto de vista tecnológico e financeiro. As vantagens mais evidentes da troca de CAPEX por OPEX utilizando a nuvem são o aumento na flexibilidade dos custos, uma vez que eles podem diminuir ou aumentar de acordo com a real necessidade do seu negócio – baseado na carga de trabalho atual – e a redução das necessidades de financiamento, que ficam mais diluídas ao longo do tempo, conforme destacado no exemplo acima.

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