Big Data, como isso me afeta como tomador de decisões?

Big Data, um dos termos mais utilizados atualmente após o boom dos dados não estruturados e a massa de dados provenientes das mais variadas fontes.

Empresas no mundo inteiro tem aberto vagas para cientistas de dados e isso não só aqui nos EUA. De acordo com a IDC, este ano o mercado de Big Data atingirá a marca de US$125 bilhões movimentados em todo o mundo. Mas, além dessas novas palavras que viraram trend topics na internet, e todo esse dinheiro movimentado, será que eu deveria me conectar mais a esse mundo?

Como executivo ou tomador de decisões, será que algo que me parece tão técnico, deveria ser tratado como importante?

Bem, recentemente tenho lido diversos artigos mostrando os benefícios da análise destes dados por grandes corporações e como isso tem se tornado um diferencial competitivo num mundo onde milhares de startups se estabelecem todos os dias.

Resolvi postar um, dos muitos casos de sucesso, que provam que você deveria ficar antenado às novas tendências do mercado de dados.

Pra mim, um dos melhores exemplos e, como usuário frequente posso falar por experiência própria, é como o Netflix tem usado informações provenientes da sua plataforma e outras fontes públicas.

Algumas informações de como o Netflix faz uso destes dados foram reveladas no evento Hadoop Summit por Jeff Magnusson.

Durante a apresentação, ele definiu três princípios-chave da filosofia de análise de dados do Netflix:

  • Dados devem estar disponíveis, fáceis de acessar e fácil para que todos sejam capazes de os processar
  • Independente do tamanho do repositório dos dados, a disponibilização dos dados deve ser visual, o que torna mais fácil a explicação dos mesmos
  • Quanto mais tempo você toma para encontrar este dado, menos valioso ele é (concordo em parte com essa afirmação)

O grande segredo da análise dos dados é que ela possa servir não apenas às corporações, mas que faça sentido para o cliente. No final do dia você quer agradar executivos e investidores e ajudá-los a tomar as melhores decisões, mas acima de tudo, o resultado é prover uma melhor experiência ao consumidor, e é exatamente isso o que o Netflix tem feito.

Vou mostrar uma análise interessante feita por eles. Esses dados foram tirados da apresentação feita por Jeff no evento já mencionado, que você pode encontrar aqui: http://www.slideshare.net/JeffMagnusson

Olhe para essas duas capas: House of Cards e a versão de 2010 de Macbeth, Great Performances.

                

 

A questão é, você vê similaridades?

Bem, a princípio vemos o óbvio: Dois homens um pouco acima da meia idade e, com sangue em suas mãos. Contudo, para a Netflix há coisas além do óbvio que foram utilizadas para tentar recriar um sucesso.

Olhe por exemplo o esquema de cores utilizados nas duas capas.

Apesar de pequenas diferenças, elas foram criadas para serem bem similares.
O Netflix percebeu que até mesmo o esquema de cores de uma capa tem um potencial de impacto no consumo dos seus conteúdos.

House of Cards é uma série distribuída pelo próprio Netflix e enquanto a ciência de dados parece ser um mistério para muitos, ela pode enriquecer e muito a tomada de decisões de uma empresa. É isso que o Netflix tem feito para se tornar competitivo e chegar ao patamar em que está hoje.

É claro que há outros dados em que a empresa se baseia para produzir e distribuir conteúdos de sucesso como os hábitos do consumidor, recomendações, pontuação dos títulos, likes em redes sociais, etc. Não vou entrar na questão de como esses dados impactaram na decisão de como produzir ou distribuir essa série. A grande questão que quero levantar nessa discussão é: Quantas empresas entendem o cliente a esse ponto, ou querem impactar nesse nível de detalhe?

O mercado de Big Data tem crescido exponencialmente e tem se tornado um diferencial competitivo para muitas das organizações atuais.
A pergunta é: Sua empresa está se preparando para o futuro?

Enquanto há muitos outros novos termos, como IoT e analytics, no fundo eles são uma extensão do que falei aqui. São métodos, ferramentas, devices, utilizados para analisar esses dados ou que são afetados pela análise dos mesmos, e tem o poder de produzir ainda mais dados, como no caso do IoT. O objetivo final é gerar a capacidade de se criar uma experiência diferenciada ao consumidor, ter um impacto nas decisões a ponto de ser capaz de prever padrões de consumo de forma detalhada, quem sabe até mesmo definir quais cores da capa de uma série mais agrada ou desperta mais interesse no consumidor. Se isso afeta a sua empresa? Sem dúvida!

Aqui falei apenas do ponto de vista do consumo, mas o Big Data pode ajudar a sua empresa em diversos outros aspectos e setores, o que pode gerar maior agilidade para o seu negócio, redução de custos, e muito mais.

Há outros exemplos publicados e acho que vale a pena entender como empresas de sucesso tem utilizado dados para se transformar.
Falando em se transformar, aqui está outra palavra que deveria fazer parte do seu dia-a-dia depois de conhecer um pouco mais sobre Big Data. Os padrões de consumo mudam constantemente, a partir do momento que você começa a avaliar a mudança nesses padrões você deve estar preparado para mudar a forma que sua empresa faz as coisas.

Claro que quanto mais dados relevantes forem sendo trafegados, analisados e consumidos, maiores cuidados se deve ter com a segurança. Esse é um outro assunto que tem se tornado muito preocupante.